Gente que faz

Bate papo com Nubia de Léo

Ser entrevistada pelo meu melhor amigo foi curioso e divertido. :-) 
Por acaso hoje é o dia internacional da mulher e eu desejo que sejamos sempre nós mesmas, seja com quem for, em qualquer momento, onde a gente estiver. ;-)

 

André Sgalbieri: Núbia, qualquer pessoa que já presenciou um Casamento no Veredas é tomado por um encantamento mágico durante a cerimônia, na degustação do buffet, na apropriação visual da decoração e até mesmo na pista de dança são alcançados por essa magia tão pura… Pra você, realizadora e responsável pelo espaço, o que cria este envolvimento tão profundo entre os convidados e os cônjuges?

Isso chama-se AMOR. A energia que circula no Veredas é bem diferente. Trabalhamos entre amigos, com gente que ama o que faz, gente que também se apaixona, que sente e se emociona e isso acaba refletindo no geral.

Não houve um casal sequer que não nos fizesse sentir borboletas no estômago e esperar ansiosamente pela cerimônia e suspirar pelos votos.

É com essa magia – que você citou e eu também sinto – que vai deixando de ser essa coisa engessada, super séria. Pra mim, nada mais é do que abrir as portas da nossa casa e receber queridos amigos.

 

André Sgalbieri: Vou pegar um gancho na sua resposta pra poder conhecer um pouco mais… Conta pra gente, como isso tudo começou? Quando nasceu o veredas e essa capacidade de transformar lacinhos de fita em amor?

Quando eu conheci o Dani, o negócio já existia… Eu trabalhava em outra área e meu conhecimento era restrito a saber se teríamos o final de semana livre ou se haveria evento no sítio.

Não demorou muito, o Dani sugeriu que eu viesse trabalhar exclusivamente no sítio para que ele pudesse se dedicar integralmente a sua empresa de tecnologia.

Não foi fácil. Chorei muitas noites e por várias vezes tive vontade de sair correndo. Começar tão crua foi desafiador, mas cheguei aqui sem nenhuma teoria e muito menos prática… e isso foi muito importante porque me deu a chance de moldar uma empresa a partir dos meus sonhos e das coisas que achava importante, sem muita regra.

Assim o Veredas renasceu. Tímido, lúdico, mas caprichado. Os lacinhos não são bobagem, nem transformam tempo em dinheiro, mas transformam as nossas tardes e nos deixa sempre afiadas naquela pegada artesanal que pra mim faz toda a diferença.

 

André Sgalbieri: Ok! Você está me convencendo que não são fadas as responsáveis por isso! (Risos)
Pra você, hoje, qual a importância da celebração de um casamento? Mais especificamente… o que está envolvido desde a concepção de um evento… até o SIM e o encerrar das atividades!?

Casamento é sonho. Eu sempre sonhei com cerimônia, vestido de noiva e “Dia Branco” (música apaixonante do Geraldo Azevedo).

Mas tem gente que não faz a menor questão disso. Já tivemos casais que comemoraram com uma festa diurna, sem cerimônia e regada a samba, suor e cerveja. Porque não?

Tem casal que prefere viajar, por exemplo. O importante é fazer desse momento super especial e surpreendente.

E é a partir daí que começa o meu trabalho… Com um papo informal, vou buscando informações importantes para traçar o perfil dessa festa.

Esse período de troca acaba nos tornando mais íntimos e nosso envolvimento começa a ficar mais emotivo.

O dia do sim é só uma forma de fechar um ciclo, mas acabamos não conseguindo desapegar… Depois, continuamos querendo saber a continuação dessa história feliz. E não é que já tem começado as solicitações de orçamento para festinhas de aniversário dos filhos dos nossos casais?!

 

André Sgalbieri: Isso é realmente mais um diferencial no quesito atendimento! Bem, quanto tempo mais ou menos uma cerimônia completa, daquelas que arrancam lágrimas na hora dos votos, desviam todas as dietas quando o buffet inicia e que faz ninguém querer ir embora antes do Dj, leva para ser preparada, pensada e organizada?                        

Acho 18 meses um prazo bem tranquilo.

Mas, vivemos de desafio e por aqui já teve casamento fechado com 1 mês de antecedência.

O mais desafiador e recompensador de todos esses foi um casamento fechado com 3 meses de antecedência. Recebemos uma ligação da suíça, solicitando informações sobre casamento… Terminamos a ligação com a festa praticamente fechada, enviamos o contrato por e-mail, não teve degustação, nem conversas presenciais e só conhecemos os noivos pessoalmente 3 dias antes do casamento. Foi muito bacana porque mesmo sem o contato físico, que nos facilita bastante para pensar num conceito, acertamos em cheio e fizemos uma festa super elogiada.

 

André Sgalbieri: Me explica melhor essa questão de personalização? A maioria dos espaços que conheço tem alguns padrões quanto a decoração e às vezes até uma espécie de obrigação para o cliente em escolher determinado item ou tipo de decoração por não estarem abertos a novas possibilidades… como funcionam estas questões aí no Sítio Veredas?

Nós amamos o que fazemos e aí não é interessante pra gente padronizar. É melhor lucrar menos e ter a oportunidade de suspirar diferente a cada novo projeto. Não é indústria, nós fabricamos esses sonhos, a partir de um início minuciosamente pensado.

 

André Sgalbieri: Deixa eu me recuperar?!  Pronto! Pronto!
Essa é a Núbia profissional… altamente determinada a arrancar lágrimas de emoção de dentro do coração das pessoas… mas me conta com toda sua sinceridade: como é a Núbia do dia-a-dia? Como você enxerga o resultado das suas experiências privadas em relação à toda essa mágica e responsabilidade que acercam seu trabalho?

Eu gosto de vidinha simples. Adoro curtir a casinha, receber os amigos, ouvir boa música e sigo insistindo em aprender a cozinhar. Gosto das minhas plantinhas, do pôr do sol na varada e da parede colorida do meu banheiro.

Quando tô triste, escrevo. Quando tô feliz, também escrevo. Mas principalmente quando tô feliz, canto bem alto as músicas da minha playlist preferida, combinada com dancinhas despretensiosas e engraçadas.

Eu já tenho 35 anos, mas ainda quero gritar com as mãos pro alto naquele show que eu amo. Ainda quero sonhar em conhecer pessoalmente o Marcelo Camelo e o Nando Reis.
Ainda quero chegar em casa com o dia amanhecendo, na companhia engraçada do meu marido, depois de uma noite rock’n roll. Ainda quero viajar com as amigas. Ainda quero discutir sobre o crush da minha filha. Ainda quero mudar de país e conhecer o mundo com um mochilão nas costas. Mentira! Quero mala com rodinhas 360, cama confortável e chuveiro quente – E essa é a parte boa de ter os confortável 35 anos.

Nas horas vagas, faço planos para a próxima viagem e viajo ainda mais… Quando me vejo, já estou fazendo listinha de projetos, compras on line, assistindo o gnt, lendo um artigo interessante e dando uma espiadinha no instagram. Tudo ao mesmo tempo.

A ansiedade ainda me mata, mas já aprendi que quando ela chega é só respirar, acender um incenso, colocar uma boa música, tomar um banho quente e relaxar.

Fora tudo isso, tem a cerveja. Gosto de cerveja e tudo o que vem acompanhando: fritura, amigos, risadas, movimento, gente, música…

Ah, Dé, é isso. O resto todo você já sabe. rs

Quem quiser conhecer mais, chega aí. Vamos tomar uma cervejinha, falar da vida, dos sonhos, do amor, de música e nunca de religião.

 

André Sgalbieri: Se Nando Reis ou Marcelo Camelo pudesse dizer quem é Núbia de Léo, que música ele usaria pra te definir?

Jogo baixo… rs

Fico com Marcelinho: Morena. :-)

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